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Reflexões sobre o Outono

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Outono

 

“Abençoada  seja a mãe de toda a vida.
Abençoada  seja a vida que dela brota e a ela retorna…”

 

 

 

O Outono é a estação do ano que sucede o Verão e antecede o Inverno. É caracterizado por queda na temperatura, e pelo amarelar das folhas das árvores, que indica a passagem de estações (exceto nas regiões próximas ao equador).

 

O Outono do hemisfério norte é chamado de “Outono boreal” e o do hemisfério sul é chamado de “Outono austral”. O “Outono boreal” tem início, no hemisfério norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. O “Outono austral” tem início, no hemisfério sul, a 20 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.

 

Patrícia Fox assinala que o Outono é uma das estações mais belas do ano, que traz a sabedoria do desapego, um tempo de deixar as folhas verdes se soltarem e voarem com o vento, retornando para a terra, para a grande transformação.

 

Equinócio de Outono

 

A palavra equinócio é derivada do latim aeque nocte  que significa “noite igual” ao dia. Equinócio é, pois, um fenômeno astronômico  e simbólico em que a noite tem a mesma duração do dia, em decorrência da posição do sol em relação à Terra. No hemisfério sul, o equinócio de outono assinala a entrada do Sol no signo de Áries e o início de um novo Ano  Zodiacal.

 

 

 

Os celtas celebravam, nesta data, o equinócio da primavera, denominado Sabbat Alban Eilir ou Ostara, simbolizando o renascimento da natureza e o desabrochar da vegetação.

 

Ostara é a forma teutona de nomear a Deusa Eostre, da qual deriva a palavra Easter que significa Páscoa em inglês.

 

Em Ostara a natureza volta a liberar a energia retida durante todo o inverno, e é uma época de muitas oportunidades para o nosso renascimento.

 

O Equinócio de Outono nos convida a meditarmos sobre o equilíbrio em nossas vidas e em nosso interior. Será bom refletirmos sobre o que podemos fazer para conciliarmos os opostos ou aspectos de nossas vidas que estejam precisando de equilíbrio. É tempo de equilibrar luz e sombra, assim como mente, corpo e alma. Também um tempo de preparo para um período de mais introspecção e recolhimento. Tempo de agradecer e meditar. Tempo de acolhimento.

 

Na antiga Grécia celebrava-se, no dia 20 de março, o retorno da deusa Perséfone do reino subterrâneo de Hades. Sua mãe, a deusa Ceres, feliz com seu retorno, celebrava-o enchendo a Terra com folhas e flores.

 

Tradição Pagã
O Sabbat do Equinócio do Outono (também conhecido como Sabbat de Outono, Mabon e Alban Elfed), é o Segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.
Nesse dia sagrado, muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.

 

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo)
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“Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente”

 

(Dalai Lama)

 

Hai-Kai de Outono

Uma borboleta amarela?
Ou uma folha seca
Que se desprendeu e não quis pousar?

 

(Mário Quintana)

 

 

 

Outono é outra primavera, cada folha uma flor.

 

(Albert Camus)

 

Repara que o outono é mais estação da alma do que da natureza.

 

(Nietzsche)

 

 

 

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Gosto do outono porque ele é frio suficiente para refrescar o calor…
E é quente o suficiente para aquecer o frio.

 

(Lidiane Araújo Mejozebato)

 

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Nos dias de outono
as folhas largam no ar
um cheiro de sono

 

(Cristina Saba)

 

Outono –
as folhas caem
de sono

 

(Cláudio Fontalan)

 

 

 

Brisa de outono
Como flechas de sombras
Os pássaros voltam.

 

(Jorge Lescano)

 

 

 

Silêncio de outono.
Nem o grito do carteiro…
cochicho de folhas.

 

(Anibal Beça)

 

 

 

 

 

Princípio de outono
sol pálido
no céu branco

 

(Rogério Martins)

 

 

 

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Outono
outrora
era outro

 

(Alonso Alvarez)

 

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Outono –
uma folha úmida
cobriu o número da casa.

 

(Constantin Abaluta )

 

 

 

Círculo Sagrado de Mulheres Encontros com Madalena