Blog da Casa das Matryoshkas

Matryoshka da Alegria

 

Elixir da arte de bem viver, trazendo leveza à vida.

 

No meu livro Oráculo das Matryoshkas (Êxito Editorial, São Paulo, 2016),  a carta da Matryoshka da Alegria, ilustrada pela  Erly Hooper, integrante do Círculo Sagrado de Mulheres Encontros com Madalena, da Casa das Matryoshkas,  traz a seguinte mensagem, que escrevi num momento de muita conexão com a energia da alegria:

 

“Energia essencial, capaz de curar o mundo e de transmutar as adversidades em conquistas. Alegria que favorece a leveza, que amplia os horizontes, transforma o olhar e nos permite voar. Energia que contamina nossas células, espalhando bem-estar e plenitude. Com alegria, o fardo se torna  leve, as doenças são curadas, acidentes são evitados e o ser passa a vibrar na dimensão da luz. Sentimento que nasce no fundo do peito e que se irradia muito além de nós. Pela alegria, transformamo-nos em pequenos sóis, a brilhar na frequência do bem, do belo e do amor. Elixir da arte de bem viver”.

 

De fato, a alegria contribui para a fabricação de enzimas especiais, que produzem saúde e facilitam o riso, estimulante poderoso para a fabricação de imunoglobulina salivar, portadora de fatores imunizantes, acarretando  bem estar e saúde.

A alegria torna a vida leve, porque os problemas se transformam em desafios. A pessoa alegre vibra numa frequência mais alta, atraindo soluções e criando uma nova realidade, “transformando o limão numa limonada”!

Quando temos alegria, passamos a rir mais, hidratando internamente nosso corpo: quanto mais água presente no nosso corpo, mais jovem será a nossa aparência. Rir muito é, pois,  um macete para a manutenção de uma aparência jovial.

A alegria nos ajuda ainda a rir de nossas próprias adversidades. Ser capaz de rir de nós mesmos nos mostra que podemos nos superar. Pode-se escolher entre ser ranzinza ou ser flexível, adaptando-se às circunstâncias e deixando a vida fluir na leveza, na frequência da luz, na força do pensamento positivo…

Jean Shinoda Bolen, na sua obra As Deusa e a Mulher Madura, nos apresenta duas Deusas do Riso Curador : Uzume (Ama-No-Uzume), uma deusa japonesa, e Baubo, uma anciã que tem participação num dos mais importantes mitos gregos, envolvendo as Deusas Deméter e Perséfone. Através do riso que Uzume  e Baubo provocam, nas respectivas histórias, elas conseguem  restaurar o poder da Deusa Mãe de nutrir.

Shinoda Bolem anota que as mulheres que se sentem à vontade consigo mesmas riem muito quando estão juntas, especialmente quando chegam à idade madura. E acrescenta que o humor curador que uma mulher leva para a outra é espontâneo e natural. Observa que a mulher que consegue incorporar Uzume ou Baubo é aquela que aceita o envelhecimento de seu corpo e que ri em companhia das outras acerca dessas mudanças.

A alegria é contaminante e vai deixando seu rastro por onde passa. Mas precisamos cultivar e chamar a alegria, até que ela comece a acontecer naturalmente em nossa vida.

Já diziam os antigos que “quem canta os males espanta”. Cantar é uma ótima maneira de atrair a alegria. Num dia em que estiver triste, experimente cantar debaixo do chuveiro, sentindo  a força da água. Utilizar   roupas de cores vivas, em especial  o alaranjado, o amarelo e o vermelho também vão ajudar a atrair a frequência da alegria.

O sol é excelente aliado para manter acesa a chama da alegria, assim como a prática de atividades físicas, em especial na natureza.

O chá de alecrim é poderoso para desobstruir os nódulos energéticos que vamos criando e vai permitir  que a alegria flua com leveza por todos os nossos corpos.

Colocar casca de mexerica em bacias de plástico com água espalhadas pela casa, além de produzir um delicioso aroma no ambiente, vai te ajudar a atrair a alegria para seu lar.

E estando tão conectados com esta poderosa chama da alegria que transforma nossa vida, não se espante se em plena cidade grande se deparar com uma linda Joaninha, inseto símbolo da alegria, que aparece para nos lembrar que é preciso acreditar…

Por tudo isto, não é exagero considerar a alegria como o elixir da arte de bem viver.

(Heloisa Monteiro de Moura Esteves)

 

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