Blog da Casa das Matryoshkas

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Matryoshka da Abundância

 

Meu livro Oráculo das Matryoshkas (Êxito Editorial, São Paulo, 2016) é composto por 26 cartas, cada uma com um desenho de matryoshka produzido por uma das mulheres que participaram da Oficina das Matryoshkas ou que convidei para integrar o projeto, cuja faixa etária variava, à época,  dos 7 aos 76 anos.

A primeira carta do Oráculo das Matryoshkas tem como guardiã a Matryoshka da Abundância e o desenho escolhido – de maneira intuitiva pela minha editora, Heloísa Belluzzo -para ilustrar a mensagem foi o de Mariella Miranda, que participou de várias edições da Oficina das Matryoshkas desde a  primeira, realizada nos idos de 2007, há 10 anos!!!

A mensagem da carta é a seguinte:

“Abrir-se para a dimensão da prosperidade e da abundância, com a certeza de que tudo aquilo que, por direito sagrado, estiver destinado a você, as suas mãos, no momento certo, chegará, desde que os canais estejam abertos e prontos para receber. Abandonar, portanto, as crenças que limitam seu ser e que obstruem o livre fluir, para que a energia da abundância possa invadir todos os aspectos de sua vida, como ser cósmico universal e infinito, filho das estrelas e merecedor de todo bem”.

Começo agora a desenvolver uma nova etapa deste precioso trabalho em que utilizo o poderoso arquétipo das matryoshkas: o Círculo das Matryoshkas, composto por 27 encontros mensais, onde, em cada um deles, ancoraremos, na mesma sequência em que estão dispostas no livro,  a energia das 27 ilustrações, incluída, por representar a síntese de todas as outras, a matryoshka da capa.

Nesta jornada, começamos com a Matryoshka da Abundância e, antes do último encontro, em que faremos a síntese, aportaremos nos domínios  da Matryoshka da Transmutação, que nos incita a permitir o milagre da alquimia para recomeçarmos a jornada numa espiral acima.

Compartilho com vocês alguns dos ensinamentos que nos foram passados no primeiro encontro da série, quando nos sintonizamos com a sabedoria da Matryoshka da Abundância.

A Matryoshka da Abundância nos esclarece que abundância é mais do que prosperidade. Prosperidade está  relacionada a dinheiro e a bens materiais; tem, portanto, um sentido mais restrito. Abundância é maior do que prosperidade, pois envolve não só a prosperidade,  como as infinitas possibilidades que o Universo nos oferece para que nossa vida possa fluir com leveza e esplendor. A abundância nos convida a viver uma vida mais plena, com beleza, rica de amores,  de saúde,  de oportunidades, na fluidez…

Mas, para que a abundância possa se manifestar em nossa vida, a Matryoshka da Abundância nos ensina que é preciso que nosso primeiro centro de força – o chakra básico – esteja funcionando adequadamente. E isto é necessário porque este chakra, localizado na base da coluna e ligado ao elemento terra e à cor vermelha, está relacionado ao corpo físico e à sobrevivência. Assim, para que a abundância possa acontecer, é preciso que o ser, na sua caminhada evolutiva e de passagem pelo planeta, tenha ultrapassado o primeiro desafio, sendo capaz de cuidar de suas necessidades básicas de sobrevivência, a fim de que galgue patamar superior que lhe permita entrar na frequência da abundância que, por razões óbvias, não se manifesta quando não se tem condições mínimas de sobrevivência na matéria da terceira dimensão.

É lembrar da metáfora da árvore com copa frondosa que só se apresenta assim porque está com suas raízes bem assentadas na terra. É recordar que a abundância se materializa na terceira dimensão tão somente para o ser que aceitou o desafio de seguir encarnado, honrando Pachamama no seu caminhar e em harmonia com sua passageira condição humana.

Exercícios de “ground”, com o uso do tambor, batidas de pés no chão, por exemplo, assim como a utilização consciente de meias e de roupas vermelhas, ingestão de sucos de frutas e legumes vermelhos nos ajudarão a fortalecer o primeiro centro de força, para que possamos prosseguir. Sem este “aterramento”, a abundância não se manifestará. Curiosamente, a única matryoshka do Oráculo das Matryoshkas que se apresentou com o corpo todo pintado de vermelho foi a da carta da Matryoshka da Abundância…

Mas a Matryoshka da Abundância nos ensina, ainda, que para que tenhamos êxito na empreitada, há outra questão a ser observada: é preciso ter coragem para soltar, para entregar, abrindo mão da necessidade de  tudo controlar, porque, ao controlar, limitamos as possibilidades.

Uma vez que já estamos  bem ancorados na Terra, com as necessidades básicas de sobrevivência devidamente atendidas, nos abrimos, então,  para as infinitas possibilidades que o Universo nos trás, mas sem se prender a elas, isto é, sem tentar direcionar e controlar o caminho. É como estar num grande rio, como uma gota d’água perfeita e devidamente presente, preenchendo o seu conteúdo de gota dentro de seu contorno,  mas que se deixa levar pelo fluxo da correnteza das águas,  ocupando o centro do leito, sem se prender nos galhos e nas raízes das margens.  É como acender a luz para que, ao brilhar, possamos atravessar um poderoso portal que nos leva a um ponto do Universo onde todos os legítimos desejos possam se realizar. É como o movimento da dança cigana que nos faz soltar a ponta da saia com uma das mãos com a certeza de que ao rodopiar, a outra mão estará a postos para, num movimento preciso, recebê-la no ar.

Por fim, a Matryoshka da Abundância nos conclama a eliminar nossas crenças limitantes, que nos fazem acreditar que não somos merecedores das boas coisas que a vida pode nos proporcionar. Então, a  dica é fazer hoponopono e   outras técnicas de meditação que nos ajudem a purificar nossos pensamentos e a maneira como olhamos o mundo, para que possamos fazer conexão com a plenitude de nosso ser, desobstruindo os canais e deixando entrar a abundância por  todos os poros…

Que a Matryoshka da Abundância nos abençoe e nos prepare para receber a próxima guardiã, a Matryoshka da Alegria.

(Heloísa Monteiro de Moura Esteves)

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O poder de cura das matryoshkas

 

As matryoshkas têm o formato do útero e é no  vazio do útero que se abrem as possibilidades para gerar a vida… As matryoshkas também apresentam no interior da menor boneca da série um imaginário espaço vazio – onde existem as infinitas possibilidades de nossa genealogia – já que a menor, regra geral,  não se abre.

O arquétipo vibra na mesma frequência da cebola que, com suas camadas, se apresenta como exemplo de um ser multidimensional. E, mais uma vez, as matryoshkas reforçam a ideia do útero e das camadas que o revestem e que nos fazem entender a  sutileza da dança dos sete véus.

As matryoshkas nos ajudam a nos enxergar como um elo na linhagem das mulheres de nossa família, recebendo a vida e trazendo a vida, no entendimento de que estamos todas juntas e misturadas e, desse modo, quando curamos nossas feridas estamos também trazendo a cura para as mulheres de 7 gerações acima e de 7 gerações abaixo de nós.

Elas nos lembram da impermanência e da fluência da vida e nos estimulam a buscar a reconciliação com nossas origens, para que possamos, enfim, jorrar a nossa luz!

 

 

Despertando o Sagrado Feminino

Madalenas 08

Minas não tem mar. Mas tem montanhas, serras, cachoeiras e rios. E tem minério, que traz riqueza para o País e para o Estado. Mas existe o homem e  a ambição desmedida. Existe o descaso.

E então a região de MARIANA fica na lama. E a lama inunda o coração de Minas, onde foi o início de tudo. E dói. A lama invade o rio que, curiosamente, tem o nome de DOCE, RIO DOCE. E as águas –  agora sujas de lama – do RIO DOCE, lembrando o sangue, tingem de vermelho as águas – antes azuis – do mar do ESPÍRITO SANTO, cujo nome evoca a imagem da branca pomba e que, para diversas tradições religiosas, estaria relacionado ao aspecto feminino da Trindade, o Sagrado Feminino.

Há uma mensagem codificada e que urge ser desvelada. Foi preciso sangrar a Mãe Terra em MARIANA (Maria de Nazaré, Maria de Magdala e Ana). O sangue de Pachamama tingiu as águas do RIO DOCE e alcançou as águas, antes azuis, do SAGRADO FEMININO, despertando, na dor e na perplexidade, os homens e mulheres de boa vontade que jaziam entorpecidos pela “normose”.

Para que a  profecia seja  cumprida e a cura do Planeta aconteça  a partir do despertar do SAGRADO FEMININO, é hora de arregaçar as mangas e começar o trabalho num plano mais elevado, enquanto nas esferas jurídicas e políticas as questões objetivas são devidamente enfrentadas, no tempo de Cronos.

No plano sutil,  entre as curvas das saias, dos xales e dos mantos, nas rodas de cura, nos círculos sagrados de mulheres, é preciso silenciar a alma para decifrar a mensagem subliminar. E conquistar um novo jeito de olhar para o Planeta, acolhendo e reverenciando a Mãe Terra, a fim de que um novo paradigma se instaure…

Eu sou Heloísa Monteiro, idealizadora e coordenadora da Casa das Matryoshkas (www.casadasmatryoshkas.org.br), espaço holístico localizado em Belo Horizonte e onde acontecem as reuniões  do Círculo Sagrado de Mulheres Encontros com Madalena, do qual sou a guardiã e que integra o projeto do Milionésimo Círculo, de Jean Shinoda Bolen.

E nunca duvide do que um grupo de mulheres conscientes do poder do SAGRADO FEMININO pode fazer…

Solstício de Inverno

 

 

Solstício, do latim solstitiu (sol parado) corresponde ao extremo máximo do deslocamento do sol. (O sol inverte o seu sentido de deslocamento e  ele precisar parar seu movimento para retornar). É o fenômeno em que o eixo da Terra muda de inclinação, o que deixa este ou aquele hemisfério mais exposto aos raios solares, o contrário do equinócio que deixa o eixo num ângulo reto em relação ao sol. Há o Solstício de Inverno e o Solstício de Verão.

O Solstício de Inverno acontece quando um dos pólos da Terra alcança o ponto mais afastado do sol. É a noite mais longa do ano e que antecede a vitória da luz sobre as trevas e simboliza o renascimento do sol. Embora sua data não seja a mesma em todos os anos, pode-se dizer que no hemisfério sul ocorre em torno do dia 21 de junho e no hemisfério norte em torno de 22 de dezembro.

 Alimentos do inverno:

 Raízes e sementes

Abóbora, abobrinha, batata doce, berinjela, brócolis, cará, cenoura, couve flor, ervilha, inhame, mandioquinha, nabo, acelga, alface, chicória (escarola), couve, espinafre, mostarda, repolho, banana, laranja, limão, mamão, melão, morango, pêra, pinhão e tangerina.

Órgãos fragilizados no inverno:

 Rins /ossos e dentes

 Direção cardinal do inverno: SUL

 Caminho espiritual do inverno:  Limpeza, renovação e pureza.

 Elemento do Inverno: O ar (o vento, que é o ar em movimento)

 Guias do inverno: Sábios e anciões. Reverenciam-se os ancestrais.

 Temas do inverno: Silêncio. Interior. Família. Honra. Purificação. Serviço. Aprende-se a respeitar o sagro ponto de vista dos outros.

 Hora do dia do inverno: Meia-noite

 Totem animal do inverno: Búfalo Branco. Fumaça branca. Cachimbo Sagrado, instrumentos de preces e ação de graças de Wakan Tanka.

 Reino do inverno: Animal e tudo o que é animado (4 pernas, 2 pernas, criaturas aladas, insetos, peixes)

 O inverno rege: As estrelas, que também representam os sábios de outros planetas, de outros sóis e os oráculos.

 Roda medicinal do inverno: Portal da direção sul.

 Evocação do inverno: “Ó Espíritos da direção sul, local da sabedoria e agradecimento, portal do conhecimento e do elemento ar, ensine-me”

 Paganismo: Na tradição pagã, no Solstício de Inverno ocorre a festa de Yule (da palavra escandinava iul que significa roda). Yule é a celebração da vitória do Rei do Carvalho (Rei Sol) sobre o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras), porque, a partir desta data os dias começam a ficar cada vez  mais longos novamente, a te o verão. Representa o retorno da luz, quando a Deusa dá nascimento ao Deus Sol e as esperanças renascem, pois ele trará calor e fertilidade à Terra.

 “Feliz Solstício de Inverno para quem comemora pela roda do Sul e Feliz Solstício de Verão para quem gira a roda do Norte. Não me aflijo, embora o mundo esteja envolto em sono. Não me  aflijo, embora os ventos gélidos soprem. Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda.Não me aflijo, logo isto também será passado”