Blog da Casa das Matryoshkas

Author Archives: Heloísa Monteiro

Heloísa Monteiro de Moura Esteves é bacharel e especialista em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estudiosa e palestrante dos temas "Espiritualidade e Justiça" e “Espiritualidade no local de trabalho,” aspirante do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas, aprendiz da Turma 10 da FHB (Formação Holística de Base) da UNIPAZ/MG, focalizadora do Círculo Sagrado de Mulheres “Encontros com Madalena”, da Oficina “Matryoshka: ancestralidade e intuição na viagem de volta para casa” e “Cinderela e o resgate do feminino sagrado”.

Impressões de Lima

 

Por que viajar é aguçar os sentidos…

 

Lima tem o céu todo branco durante cerca de oito meses do ano, ficando levemente azulado entre dezembro e março, período do verão. Não se podem ver as estrelas ou a lua à noite. Na cidade, praticamente não chove. O índice pluviométrico anual é de cerca de 10 mm. Não há sombrinhas ou guarda-chuvas. Os telhados das casas e dos prédios são planos. Não há bueiros nas ruas. Mas o chão amanhece úmido, devido a uma suave e quase imperceptível garoa. Assim ocorre devido, dentre outros fatores, à corrente fria de Humboldt ou corrente do Peru, corrente oceânica mais fria do mundo que percorre o Pacífico, com uma temperatura de aproximadamente – 8° C inferior à temperatura média do oceano na mesma latitude e que impede a evaporação.

Os dias em Lima são, pois, nublados e, no mês de julho, havia uma  boa umidade no ar. Pelas ruas, muitas espécies de flores, algumas comuns no Brasil, como bouganvilles, orquídeas e madressilvas. O clima estava agradável, embora a ausência de céu azul tenha causado, inicialmente, certa estranheza.

Os peruanos são amáveis e têm um profundo sentimento de amor à Pátria. Havia bandeiras do Peru nas casas, nas janelas, nas lojas, nas praças e nos carros, coisa que, no Brasil, só acontece em época de Copa do Mundo. Não sei se é sempre assim ou algo que ocorre em julho, mês em que se comemora a independência do País no dia 28.

Há muitas livrarias em Lima e excelentes  e bem cuidados museus. O de Pedro de Osma, no boêmio bairro de Barrancos, vale o passeio não só pelo seu acervo de imagens e quadros de santos, mas sobretudo pela beleza e imponência da mansão da família de origem espanhola.

O Museu Palácio Arzobispal de Lima, ao lado da Catedral, na Plaza Mayor, nos dá uma minuciosa aula sobre os fatos marcantes do Cristianismo, com cada uma de suas salas divididas por temas específicos.

Mas o mais charmoso fica nos arredores de Lima, o Museu Rafael Larco Herrera, que abriga a maior coleção privada de arte pré-colombiana peruana, além de um curioso acervo de esculturas e vasos que retratam a vida sexual dos antigos povos que ali viveram. Seu restaurante, Cafe Del Museo, leva a assinatura do Chef Gáston Acurio e é uma excelente opção para descansar, enquanto se saboreia a rica culinária peruana depois de um passeio pelo Museu e seus jardins, repleto de flores maravilhosas. A sobremesa que pedi – Mousse de Lúcuma, uma fruta que não existe no Brasil, me evocou memórias da infância na casa de minha avó materna, com um sabor que me fez lembrar a deliciosa ambrosia que ali se fazia.

Aliás, a culinária peruana merece uma atenção à parte. Como sou vegetariana, enquanto meu marido se deliciava com os pescados e frutos do mar, me esbaldei ao descobrir os diferentes tipos de batatas, milhos e quinoas cultivados no País.

A opção de ceviche vegetariano, com cogumelos frescos, batatas, cebola e milho, oferecida pelo excelente restaurante Punto Azul, não me deixou ficar frustrada por ter ido ao Peru e não ter experimentado seu mais famoso prato.

Verdadeira iguaria, o camote, uma espécie de batata doce, com um perfume maravilhoso adocicado, foi uma das boas surpresas que encontrei, sobretudo quando misturado com quinoa nas famosas hamburguesas, o hambúrguer local.

O discreto restaurante Rafael, mais do que pelos pratos principais, se destacou pelos deliciosos pães assados na hora, servidos como aperitivos com maravilhoso azeite aromatizado.

No Tratoria Bodega, que conta com três estabelecimentos na cidade, degustamos uma das melhores sangrias já experimentadas, nos fazendo lembrar das que tomamos em Barcelona, à base de vinho rosé, com minúsculos pedaços de frutas e folhas de menta. O nhoque ao molho de 4 queijos provocou uma explosão de sabores, derretendo na boca com suavidade.

O Pacífico com suas águas cinzas, às vezes marrons, banha Lima, mas, com exceção de seus peixes e frutos do mar, presentes nos principais pratos peruanos, não o percebi integrado à cidade. É que as águas do Pacífico em Lima são sempre geladas, cerca de 12° C e as ondas altíssimas das suas praias atraem apenas os corajosos surfistas, ávidos por aventuras.

No mais, os principais distritos, San Miguel, Magdalena Del Mar, San Isidro, Barrancos e Miraflores ficam situados na parte alta da cidade, muito acima da avenida Beira Mar.

O majestoso Gran Hotel Bolivar, localizado na Plaza San Martín, construído em 1924, já teve seu período de glória, mas ainda vale a pena tomar o melhor  Pisco Sour da cidade em suas imponentes varandas, apreciando a agitação e o burburinho das ruas em torno da praça.

O Shopping Larcomar, em Miraflores, é um bom exemplo da arquitetura moderna, construído abaixo do nível da rua, com três terraços escavados nos rochedos, com uma maravilhosa vista do Pacífico, repleto de lojas sofisticadas, algumas de rede europeia ainda não presentes no Brasil e ótimos restaurantes, dentre eles o Mango, também do Chef Gáston.

O trânsito em Lima é caótico. Sensação de existir mais carro do que espaço. Não existe metrô. É uma cidade com dificuldade na mobilidade urbana. Nas horas de pico, os ônibus circulam lotados e há várias kombis com número muito maior de passageiros do que o permitido. Não há taxímetro nos táxis porque os peruanos sempre gostam de negociar o valor da corrida. A recomendação é a de, antes de entrar no carro, combinar o valor a ser pago. Nos hotéis, eles nos orientam acerca do valor médio a ser cobrado para os principais destinos. Eles buzinam o tempo todo, a qualquer hora, por qualquer razão. Os pedestres precisam estar atentos, porque o risco de atropelamento é alto.

Mas, a verdade é que Lima encanta e nos recebe sem muita pompa, sem muito alarde, à  maneira dos peruanos. Não se nota aquele entusiasmo que percebemos na Argentina, no Uruguai ou no Chile, quando os locais identificam a  nossa nacionalidade.

Lima é mais discreta, assim como seus habitantes que nas tardes de sábado se divertem alimentando e acariciando mansamente os inúmeros gatos que invadiram o Parque Kennedy em Miraflores. Lima é chique, respira cultura e seu prêmio Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, é devidamente reverenciado, em especial na Casa da Literatura Peruana, instalada no centro da cidade, numa antiga estação de trem.

Visitar o Parque das Águas com suas inúmeras fontes ao cair da tarde nos desperta o encantamento e a magia. Andar dentro do túnel ou no labirinto formado pelas fontes ou se deixar ficar apreciando a fonte em formato de pirâmide nos remete a esta atmosfera de sonho.

Conhecer as ruínas de uma civilização que viveu naquelas terras há mais de 8.000 anos, caminhar pelos locais onde aqueles povos antigos caminharam um dia, fazendo cultos para a Deusa Mar, cercado por modernos edifícios e restaurantes, nos incita a reflexão acerca da transitoriedade da vida no Planeta…

Lima, por tudo, é, com certeza, um precioso destino a ser visitado não apenas uma, mas inúmeras vezes, a fim de que esta instigante metrópole  possa se revelar, aos poucos, à alma do viajante que busca a autêntica experiência da descoberta de novas viagens na viagem sem fim…

(Heloísa Monteiro de Moura Esteves)

 

Matryoshka da Abundância

 

Meu livro Oráculo das Matryoshkas (Êxito Editorial, São Paulo, 2016) é composto por 26 cartas, cada uma com um desenho de matryoshka produzido por uma das mulheres que participaram da Oficina das Matryoshkas ou que convidei para integrar o projeto, cuja faixa etária variava, à época,  dos 7 aos 76 anos.

A primeira carta do Oráculo das Matryoshkas tem como guardiã a Matryoshka da Abundância e o desenho escolhido – de maneira intuitiva pela minha editora, Heloísa Belluzzo -para ilustrar a mensagem foi o de Mariella Miranda, que participou de várias edições da Oficina das Matryoshkas desde a  primeira, realizada nos idos de 2007, há 10 anos!!!

A mensagem da carta é a seguinte:

“Abrir-se para a dimensão da prosperidade e da abundância, com a certeza de que tudo aquilo que, por direito sagrado, estiver destinado a você, as suas mãos, no momento certo, chegará, desde que os canais estejam abertos e prontos para receber. Abandonar, portanto, as crenças que limitam seu ser e que obstruem o livre fluir, para que a energia da abundância possa invadir todos os aspectos de sua vida, como ser cósmico universal e infinito, filho das estrelas e merecedor de todo bem”.

Começo agora a desenvolver uma nova etapa deste precioso trabalho em que utilizo o poderoso arquétipo das matryoshkas: o Círculo das Matryoshkas, composto por 27 encontros mensais, onde, em cada um deles, ancoraremos, na mesma sequência em que estão dispostas no livro,  a energia das 27 ilustrações, incluída, por representar a síntese de todas as outras, a matryoshka da capa.

Nesta jornada, começamos com a Matryoshka da Abundância e, antes do último encontro, em que faremos a síntese, aportaremos nos domínios  da Matryoshka da Transmutação, que nos incita a permitir o milagre da alquimia para recomeçarmos a jornada numa espiral acima.

Compartilho com vocês alguns dos ensinamentos que nos foram passados no primeiro encontro da série, quando nos sintonizamos com a sabedoria da Matryoshka da Abundância.

A Matryoshka da Abundância nos esclarece que abundância é mais do que prosperidade. Prosperidade está  relacionada a dinheiro e a bens materiais; tem, portanto, um sentido mais restrito. Abundância é maior do que prosperidade, pois envolve não só a prosperidade,  como as infinitas possibilidades que o Universo nos oferece para que nossa vida possa fluir com leveza e esplendor. A abundância nos convida a viver uma vida mais plena, com beleza, rica de amores,  de saúde,  de oportunidades, na fluidez…

Mas, para que a abundância possa se manifestar em nossa vida, a Matryoshka da Abundância nos ensina que é preciso que nosso primeiro centro de força – o chakra básico – esteja funcionando adequadamente. E isto é necessário porque este chakra, localizado na base da coluna e ligado ao elemento terra e à cor vermelha, está relacionado ao corpo físico e à sobrevivência. Assim, para que a abundância possa acontecer, é preciso que o ser, na sua caminhada evolutiva e de passagem pelo planeta, tenha ultrapassado o primeiro desafio, sendo capaz de cuidar de suas necessidades básicas de sobrevivência, a fim de que galgue patamar superior que lhe permita entrar na frequência da abundância que, por razões óbvias, não se manifesta quando não se tem condições mínimas de sobrevivência na matéria da terceira dimensão.

É lembrar da metáfora da árvore com copa frondosa que só se apresenta assim porque está com suas raízes bem assentadas na terra. É recordar que a abundância se materializa na terceira dimensão tão somente para o ser que aceitou o desafio de seguir encarnado, honrando Pachamama no seu caminhar e em harmonia com sua passageira condição humana.

Exercícios de “ground”, com o uso do tambor, batidas de pés no chão, por exemplo, assim como a utilização consciente de meias e de roupas vermelhas, ingestão de sucos de frutas e legumes vermelhos nos ajudarão a fortalecer o primeiro centro de força, para que possamos prosseguir. Sem este “aterramento”, a abundância não se manifestará. Curiosamente, a única matryoshka do Oráculo das Matryoshkas que se apresentou com o corpo todo pintado de vermelho foi a da carta da Matryoshka da Abundância…

Mas a Matryoshka da Abundância nos ensina, ainda, que para que tenhamos êxito na empreitada, há outra questão a ser observada: é preciso ter coragem para soltar, para entregar, abrindo mão da necessidade de  tudo controlar, porque, ao controlar, limitamos as possibilidades.

Uma vez que já estamos  bem ancorados na Terra, com as necessidades básicas de sobrevivência devidamente atendidas, nos abrimos, então,  para as infinitas possibilidades que o Universo nos trás, mas sem se prender a elas, isto é, sem tentar direcionar e controlar o caminho. É como estar num grande rio, como uma gota d’água perfeita e devidamente presente, preenchendo o seu conteúdo de gota dentro de seu contorno,  mas que se deixa levar pelo fluxo da correnteza das águas,  ocupando o centro do leito, sem se prender nos galhos e nas raízes das margens.  É como acender a luz para que, ao brilhar, possamos atravessar um poderoso portal que nos leva a um ponto do Universo onde todos os legítimos desejos possam se realizar. É como o movimento da dança cigana que nos faz soltar a ponta da saia com uma das mãos com a certeza de que ao rodopiar, a outra mão estará a postos para, num movimento preciso, recebê-la no ar.

Por fim, a Matryoshka da Abundância nos conclama a eliminar nossas crenças limitantes, que nos fazem acreditar que não somos merecedores das boas coisas que a vida pode nos proporcionar. Então, a  dica é fazer hoponopono e   outras técnicas de meditação que nos ajudem a purificar nossos pensamentos e a maneira como olhamos o mundo, para que possamos fazer conexão com a plenitude de nosso ser, desobstruindo os canais e deixando entrar a abundância por  todos os poros…

Que a Matryoshka da Abundância nos abençoe e nos prepare para receber a próxima guardiã, a Matryoshka da Alegria.

(Heloísa Monteiro de Moura Esteves)

IMG_1784

O poder de cura das matryoshkas

 

As matryoshkas têm o formato do útero e é no  vazio do útero que se abrem as possibilidades para gerar a vida… As matryoshkas também apresentam no interior da menor boneca da série um imaginário espaço vazio – onde existem as infinitas possibilidades de nossa genealogia – já que a menor, regra geral,  não se abre.

O arquétipo vibra na mesma frequência da cebola que, com suas camadas, se apresenta como exemplo de um ser multidimensional. E, mais uma vez, as matryoshkas reforçam a ideia do útero e das camadas que o revestem e que nos fazem entender a  sutileza da dança dos sete véus.

As matryoshkas nos ajudam a nos enxergar como um elo na linhagem das mulheres de nossa família, recebendo a vida e trazendo a vida, no entendimento de que estamos todas juntas e misturadas e, desse modo, quando curamos nossas feridas estamos também trazendo a cura para as mulheres de 7 gerações acima e de 7 gerações abaixo de nós.

Elas nos lembram da impermanência e da fluência da vida e nos estimulam a buscar a reconciliação com nossas origens, para que possamos, enfim, jorrar a nossa luz!

 

 

Abrindo os registros akáshicos da Abóbora…

abobora

Fruto que vibra a alegria, em que predomina a cor alaranjada, mesma cor do chackra sexual, também chamado de segundo vórtice de força, morada da energia da criatividade, que nos ajuda a conectar com os planos sutis, buscando inspiração para os novos olhares e para as novas formas de perceber.

Fruto que guarda as memórias ancestrais deste Planeta, conhecido pelos seus habitantes há eons. Pelo fato de nascer muito próximo do chão, estabelece, com facilidade, uma profunda ligação com a Mãe Terra e é capaz de registrar códigos relacionados aos sons do centro da Terra, captado das camadas mais profundas e gravados em  cada  uma de suas células.O seu uso é  indicado, assim, em especial, para honrar nossa linhagem sagrada  no solo do Planeta que nos acolhe e para facilitar nos processos de conexão com nossos antepassados e com a herança que, inevitavelmente, deles recebemos.  Fazer uso da abóbora com a consciência de seus dons nos ajuda a fazer esta conexão, usufruindo daquilo que é, de fato, bom,  e nos libertando de carregar o fardo dos legados negativos, que nos atrapalham em nosso processo de  evolução. Fazer uso consciente da abóbora, em todas as suas formas, seja na água, seja como doce, geleia, purê, sopa ou pão, nos possibilita, pois, reconhecer este vínculo com as memórias ancestrais da Terra e com as memórias da linhagem ou família cósmica a que pertencemos, para que, neste estado de lucidez, possamos nos libertar dos padrões negativos que nos escravizam, para nos apoderarmos daquilo que é realmente da luz e do bem, alimento essencial para nossa alma imortal.

A abóbora transformada em carruagem pela fada madrinha, na estória de Cinderela, bem ilustra a importante missão deste fruto. É a abóbora e nenhum outro fruto, flor ou legume que será utilizada como meio de transporte para conduzir a Gata Borralheira, libertada das cinzas, ao palácio onde, como Cinderela, dançará com o Príncipe, seu futuro marido, no processo de ruptura com um padrão errôneo para alcançar o novo padrão que, por direito e justiça, sempre lhe pertenceu.

É, também, a abóbora, o fruto eleito pelas mulheres sábias da antiguidade, chamadas de bruxas, para serem utilizados nos rituais dedicados aos ancestrais e aos que já haviam partido para outras dimensões.

Em nossa concepção, classificamos a abóbora como fruto, por ser portadora de características ainda não conhecidas pela humanidade  e que nos permitem classificá-la nesta categoria.

A água potável alterada com alguns pedaços de abóbora crua  ou apenas com suas sementes tem um grande poder terapêutico, auxiliando nos processos de desintoxicação das emoções negativas que se transformam em energias muito pesadas em nossos corpos sutis.

A abóbora deixada como “enfeite” na cozinha será capaz de alterar o padrão vibratório da casa, funcionando como espécie de mata-borrão para sugar as energias inadequadas. Depois de cumprido o serviço, ela deverá ser descartada, preferencialmente, na natureza.

Os seres elementais da abóbora são lúdicos e brincalhões. Realizam um trabalho profundo e de grande limpeza, mas o fazem com leveza e equilíbrio.

A simples visualização da abóbora nos remete à energia da alegria e nos ajuda a resgatar a força vital. A abóbora tem curvas, é redonda,  receptiva, acolhedora e nos conecta ao universo feminino. Ela apresenta, em sua forma,  algumas     espirais da maçã  e  se assemelha a imagens ligadas à quinta dimensão. Fazendo uso da abóbora, poderemos nos tornar mais sábios, resgatando  conhecimentos muito antigos que ficaram registrados nos seus arquivos e que despertam nossas memórias. Tal ocorre devido à circunstância de ser muito antiga a  presença da abóbora na Terra, sobretudo no continente africano, enviada de um planeta irmão como presente precioso, para executar a tarefa de guardar as memórias de toda a nossa história, à semelhança do que hoje fazem os modernos programas de computadores.

Façamos, uso, portanto, com gratidão, dos maravilhosos dons que a abóbora coloca à nossa disposição, com a permissão da Grande Força do Universo.

Senhores dos Registros Akáshicos (Mensagem canalizada por Heloísa Monteiro de Moura Esteves, em 03/11/13).

———

Despertando o Sagrado Feminino

Madalenas 08

Minas não tem mar. Mas tem montanhas, serras, cachoeiras e rios. E tem minério, que traz riqueza para o País e para o Estado. Mas existe o homem e  a ambição desmedida. Existe o descaso.

E então a região de MARIANA fica na lama. E a lama inunda o coração de Minas, onde foi o início de tudo. E dói. A lama invade o rio que, curiosamente, tem o nome de DOCE, RIO DOCE. E as águas –  agora sujas de lama – do RIO DOCE, lembrando o sangue, tingem de vermelho as águas – antes azuis – do mar do ESPÍRITO SANTO, cujo nome evoca a imagem da branca pomba e que, para diversas tradições religiosas, estaria relacionado ao aspecto feminino da Trindade, o Sagrado Feminino.

Há uma mensagem codificada e que urge ser desvelada. Foi preciso sangrar a Mãe Terra em MARIANA (Maria de Nazaré, Maria de Magdala e Ana). O sangue de Pachamama tingiu as águas do RIO DOCE e alcançou as águas, antes azuis, do SAGRADO FEMININO, despertando, na dor e na perplexidade, os homens e mulheres de boa vontade que jaziam entorpecidos pela “normose”.

Para que a  profecia seja  cumprida e a cura do Planeta aconteça  a partir do despertar do SAGRADO FEMININO, é hora de arregaçar as mangas e começar o trabalho num plano mais elevado, enquanto nas esferas jurídicas e políticas as questões objetivas são devidamente enfrentadas, no tempo de Cronos.

No plano sutil,  entre as curvas das saias, dos xales e dos mantos, nas rodas de cura, nos círculos sagrados de mulheres, é preciso silenciar a alma para decifrar a mensagem subliminar. E conquistar um novo jeito de olhar para o Planeta, acolhendo e reverenciando a Mãe Terra, a fim de que um novo paradigma se instaure…

Eu sou Heloísa Monteiro, idealizadora e coordenadora da Casa das Matryoshkas (www.casadasmatryoshkas.org.br), espaço holístico localizado em Belo Horizonte e onde acontecem as reuniões  do Círculo Sagrado de Mulheres Encontros com Madalena, do qual sou a guardiã e que integra o projeto do Milionésimo Círculo, de Jean Shinoda Bolen.

E nunca duvide do que um grupo de mulheres conscientes do poder do SAGRADO FEMININO pode fazer…

Carta para minha Mãe sobre os Círculos Sagrados de Mulheres

A emoção está contida, presa, mas a sinto presente no pulsar de cada veia de meu corpo. Olho, estarrecida, para o papel deixado na escrivaninha do escritório e é difícil assimilar seu conteúdo. Como assim? Como foi possível que em tão pouco tempo você não estivesse mais senhora de seus pensamentos, de sua inteligência privilegiada, de sua fala lúcida? Ah, minha Mãe, como sinto falta de nossas conversas, de seus conselhos sábios, de sua alegria, de sua animação, de sua irreverência e perspicácia, de sua rebeldia, de sua intuição que você definia com a engraçada frase “meu sininho tocou!” e que, mesmo sem entender a razão, era a senha que me autorizava ou me proibia de seguir num determinado caminho ”Mãe, o que você acha? Seu sininho tocou?” Como foi possível que a doença de nome alemão, este Alzheimer tão assustador, fosse tirando você de nós, de uma maneira irrevogável, formando um vazio no peito e no coração? No documento que seu neto – aquele menininho levado a quem você ensinou as primeiras letras e que se tornou advogado, seguindo a tradição familiar – deixou na escrivaninha, a concretude dos fatos que não me deixa fingir que tudo isto não está acontecendo: o mandado de registro da sua interdição, por ser absolutamente incapaz. E a vida, mais uma vez nos pregando peças, me colocando no incômodo lugar de sua curadora. Agora os papéis se invertem e você é minha filha, minha criança e eu sou a sua mãe, responsável pelo seu bem estar, pela sua vida, pelas suas necessidades, pela compreensão das suas vontades que você não é mais capaz de expressar. E, então, penso no Círculo Sagrado de Mulheres que instituí há quatro anos, na Casa das Matryoshkas, batizado de Encontros com Madalena. Como teria sido bom para você se tivesse tido a chance, algum dia, de participar de algo semelhante. Chego a pensar que talvez a sua doença pudesse ter sido evitada ou seu processo retardado, se você tivesse encontrado um espaço sagrado onde livremente se expressasse. Um lugar de poder, de cumplicidade 1 e que te incentivasse a não ser tão desconfiada, se permitindo abrir o coração para as outras mulheres, deixando fluir toda a sua sabedoria e criatividade. Há, de fato, uma poderosa energia quando um grupo de mulheres se senta em círculo. Participei, nos últimos anos, na minha frenética busca das respostas aos desafios que se me apresentavam, de muitas vivências em que os participantes – na maioria das vezes exclusivamente mulheres – se sentavam em círculos, no chão, formando uma verdadeira roda de cura. Aos poucos, pude observar quão poderosa é a energia criada quando se trabalha nesta formação. No círculo não há hierarquia, todos são iguais. O fluxo da energia fica livre, flui com estranha leveza, impregnando todos os integrantes. O círculo lembra o sol e também a lua. Lembra os seios, as curvas do corpo da mulher, o redondo feminino, as parábolas, as ondulações que se formam quando uma pedra é arremessada em um lago… O círculo nos remete à nossa ancestralidade, trazendo a lembrança dos povos primitivos, dos índios, dos xamãs… O círculo nos tira do tempo linear, cartesiano e nos envolve nas curvas dos mantos, nos remete às entrelinhas, nos abre possibilidades, nos desvela e nos revela segredos. O círculo é mágico, nos evoca recordações da infância, ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar… Oh! Eu entrei na roda, oh! Eu entrei na contradança, eu não sei como se dança, eu não sei dançar… Depois te ter lido o livro O Milionésimo Círculo, de Jean Shinoda Bolen, me encantei com a proposta da autora que nos conclama a acreditar na incrível força criada pela união de vários grupos formados por mulheres, força esta tão necessária para trazer uma nova consciência para as pessoas do terceiro milênio. A chave de transformação seriam os Círculos de Mulheres, encontros que fazem emergir a sabedoria coletiva de que precisamos agora, para que haja uma integração entre o yin que evoca a conexão com o sagrado feminino e a deusa e o yang (masculino) que tem dominado e desequilibrado as relações no patriarcado. De círculo em círculo, alcançaríamos um número específico (o milionésimo círculo) responsável pela mudança de padrão. Para o patriarcado mudar, precisamos unir essa sabedoria, que é materializada no Círculo de Mulheres Quando, algum tempo depois, comecei a me permitir sair do tempo cartesiano, lógico, linear, construído pelo patriarcado que vem dominando o mundo de maneira doentia e decidi abrir um espaço para, ao lado de minha carreira na área jurídica, desenvolver um trabalho transformador com mulheres, tive certeza de que deveria estar conectada com a energia dos diversos círculos de mulheres espalhados pelo mundo, cujo poder de transformação fora tão bem acentuado pela psicanalista americana. 2 Desde 2007, venho reunindo mulheres em círculos, na viagem coletiva rumo ao autoconhecimento e, em 2010, fiz a inscrição desta atividade no site do Milionésimo Círculo, que congrega atividades semelhantes que acontecem em todos os lugares do mundo. Afinal, não se sabe ao certo quando teremos mil círculos de cura, por isso é preciso registrar naquele espaço sagrado cada novo círculo que se forma, inspirado no desejo de mudar as consciências, através de uma silenciosa revolução das mulheres, contaminando todo o planeta. Meu trabalho acontece gradativamente. As mulheres vão chegando para os encontros, sentam-se em círculo no chão, formando uma linda ciranda. No centro da roda, são colocadas flores, uma vela, frutas, incenso, a imagem de Nossa Senhora ou de alguma santa ou deusa pagã. No círculo, as mulheres resgatam a cumplicidade perdida, choram e se emocionam, falam de suas dores e de seus medos, dão risadas, contam seus sonhos, às vezes parecem meninas na pré-escola, fazendo seus desenhos e guirlandas de maneira divertida e lúdica. As mulheres entendem que estão num espaço sagrado, onde não existe censura e nem crítica. A energia de acolhimento acessada em cada encontro permanece com as participantes quando o trabalho se encerra e é frequente o relato de várias delas terem sentido a presença do circulo sagrado ao longo do mês. A força do círculo surpreende quem dele participa. Ele tem o condão de acolher, para fazer uma grande alquimia e permitir que suas integrantes possam alçar novos voos com segurança e sabedoria. Nos círculos de mulheres não há hierarquia, conquanto seja necessário existir a facilitadora, responsável pelo desenvolvimento e condução dos encontros. Costumo orientar as mulheres que tem participado dos círculos comigo a visualizarem um fogo sagrado no centro da roda, fixando o olhar neste ponto. Tudo aquilo que precisa ser transmutado deve ser enviado para este fogo sagrado, a fim de que a alquimia aconteça, as chamas do fogo cresçam e emitam energia renovada e de força para as participantes do encontro.Vejo o círculo como um grande caldeirão alquímico, capaz de reunir e reciclar energias, fazendo limpezas e expurgos e fortalecendo cada integrante do grupo. Seja como for, a sensação experimentada por pertencer a um círculo de mulheres é reconfortante, acolhedora e, ao mesmo tempo, de muita força. Por tudo isso, sinto imensamente pelo fato de a vida não ter dado a você, Mãe, a chance de vivenciar um Círculo Sagrado de Mulheres. A sensação de pertencimento, o retorno da inteireza, o extermínio da fragmentação, o  empoderamento do feminino e o resgate da sabedoria ancestral afloram com naturalidade quando a mulher se permite participar deste mágico movimento. Fecho os olhos, e – não sei se por estar entrando num estado alterado de consciência ou por mera consequência do maravilhoso vinho californiano que degusto em pequenos goles – me deparo com a figura daquela mulher doce que se tornou minha mãe ainda tão jovem, que me ensinou as primeiras palavras, que acompanhou meus primeiros passos, meu porto seguro em todos os momentos importantes de minha vida. Vejo você, Mãe, assim tão bonita, senhora de sua vontade, livre de qualquer doença ou limitação, dançando no centro do Círculo Sagrado de Mulheres Encontros com Madalena. As Madalenas, alegres, recebem você, Mãe, no centro do círculo sagrado e cantam para você dançar e sonhar. Elas te abençoam e pedem à Senhora do Manto Vermelho – que inspira o nome do grupo – que te inclua na roda de cura. Entoam nosso hino, o Shalom Mariah e uma bruma translúcida se forma em torno do círculo , enquanto uma teia luminosa é tecida, unindo todas as integrantes. Você está plena, radiante, cheia de luz, bailando como borboleta, vivendo na dimensão do sagrado, num tempo atemporal e cada uma das mulheres te acompanha no resgate da essência do Sagrado Feminino. Por um momento, que parece eternidade, sou de novo menina, do cabelo loiro, a dormir aconchegada no seu colo macio e perfumado, embalada pela singela canção que você costumava cantar e que, até hoje, curiosamente, ainda se lembra e gosta de cantar com suas filhas e sua irmã e que fala da Mãezinha do Céu, do manto azul e do branco véu. Entendo, então, Mãe, que um círculo sagrado de mulheres é tão poderoso que é capaz de nos alcançar em qualquer dimensão, curando as feridas do feminino que trazemos gravadas na alma, nos libertando definitivamente das culpas, dos medos e das inseguranças, para vivenciarmos a plenitude da Mulher! (Às Madalenas, mulheres integrantes do Círculo Sagrado de Mulheres Encontros com Madalena, a minha gratidão pela participação nesta especial vivência da cura de minha Mãe, Martha, fora das limitações da terceira dimensão).

10245365_684538888266233_438605558380809527_n

 

Heloísa Monteiro de Moura Esteves (Guardiã do Círculo Sagrado de Mulheres Encontros com Madalena, de Belo Horizonte, registrado no site do Milionésimo Círculo. Aspirante do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas. Aprendiz da Turma 10 da FHB – Formação Holística de Base da UNIPAZ/MG. Integrante da Diretoria Colegiada da UNIPAZ/MG. Coordenadora da Casa das Matryoshkas. Formação em abertura de Registros Akáshicos. Reikiana nível I. Palestrante)

Para quem você passa a sua senha?

Estamos mergulhados num mar de energias, de todas as espécies, boas e más. Sintonizar na frequência de cada uma delas depende da nossa opção.  É algo semelhante ao que ocorre quando acessamos a internet pelo celular e aparece na tela a relação das redes disponíveis no local. Mas, para ter acesso a qualquer uma delas é preciso saber a senha. Sem esta preciosa chave, impossível a conexão.

Podemos dizer que a tecnologia imita a vida. Assim, devemos  prestar mais atenção às conexões que permitimos fazer com a nossa energia. Dependendo da dimensão em que vibram nossos pensamentos e nossas emoções, atraímos energia da mesma frequência vibratória. Manter-se  na frequência da luz, na dimensão do amor, eis o caminho adequado para nos resguardar…

Não passe a sua senha para as hierarquias inferiores, que te transformarão em marionetes, na tentativa de realizar seus propósitos equivocados no Planeta.

Não permita que a sua sagrada energia seja sugada, retardando a sua marcha evolutiva.

Mantenha-se  na  luz, sem passar a sua  chave de acesso  às energias inferiores.

À semelhança dos aparelhos  celulares, somos verdadeiras antenas que captam as energias que  transitam pelo espaço; nossas vibrações são igualmente captadas por outros seres. Vibremos luz a fim de atrair a luz. Vibremos  amor e gratidão, a fim de atrairmos, igualmente, amor e gratidão.

Quando nos permitimos vibrar em frequências menos elevadas, estamos entregando nossa senha  a  energias semelhantes. Retardamos nosso processo evolutivo.

Tudo é energia: os pensamentos, as palavras,  o corpo físico, o corpo astral, tudo é energia! Semelhante atrai semelhante.

Cuidado com o que você vibra, porque a escolha é livre,  mas a atração dos afins será inevitável.

Seja o guardião de sua senha, só  a revelando  às  energias superiores.

Não passe a sua senha para os seres que vibram na sombra. Afinal, você desceu ao Planeta para brilhar!!!!!

 

Heloísa Monteiro

 

A poderosa energia do mês de maio

Maio cor-de-rosa, maio das Marias sob todas as formas, maio das mães, maio das noivas, maio dos anjinhos e das coroações…

Período de olhar para dentro, de fazer uma pausa; momento de respirar pausadamente e de fazer contato com a essência desta mágica energia do feminino sagrado que se revela nas entrelinhas,  nas curvas, no côncavo, nas dobras dos tecidos, no redondo, no universo mágico, na vida que se desenvolve fora do ritmo enlouquecido daqueles que não podem parar.

Que possamos todos, independentemente do gênero,  usufruir este momento especial para que o essencial se sobreponha a todo o resto.  São chegados os tempos e, como diz a canção do Padre Zezinho, ” são muitos os convidados, mas quase ninguém tem tempo”. É preciso, pois, fazer silêncio na mente, a fim de que toda a delicadeza da energia de maio possa inundar nosso ser,  atenuando as dores e os medos, abrindo os corações para o amor ágape e preparando o Planeta para a Era da Luz e do Amor.

Paz e bem!

Heloísa MonteiroCouiza 3

Reflexões sobre o Outono

marca_casa_matryoshkas_prop1_versao_aurea

Outono

 

“Abençoada  seja a mãe de toda a vida.
Abençoada  seja a vida que dela brota e a ela retorna…”

 

 

 

O Outono é a estação do ano que sucede o Verão e antecede o Inverno. É caracterizado por queda na temperatura, e pelo amarelar das folhas das árvores, que indica a passagem de estações (exceto nas regiões próximas ao equador).

 

O Outono do hemisfério norte é chamado de “Outono boreal” e o do hemisfério sul é chamado de “Outono austral”. O “Outono boreal” tem início, no hemisfério norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. O “Outono austral” tem início, no hemisfério sul, a 20 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.

 

Patrícia Fox assinala que o Outono é uma das estações mais belas do ano, que traz a sabedoria do desapego, um tempo de deixar as folhas verdes se soltarem e voarem com o vento, retornando para a terra, para a grande transformação.

 

Equinócio de Outono

 

A palavra equinócio é derivada do latim aeque nocte  que significa “noite igual” ao dia. Equinócio é, pois, um fenômeno astronômico  e simbólico em que a noite tem a mesma duração do dia, em decorrência da posição do sol em relação à Terra. No hemisfério sul, o equinócio de outono assinala a entrada do Sol no signo de Áries e o início de um novo Ano  Zodiacal.

 

 

 

Os celtas celebravam, nesta data, o equinócio da primavera, denominado Sabbat Alban Eilir ou Ostara, simbolizando o renascimento da natureza e o desabrochar da vegetação.

 

Ostara é a forma teutona de nomear a Deusa Eostre, da qual deriva a palavra Easter que significa Páscoa em inglês.

 

Em Ostara a natureza volta a liberar a energia retida durante todo o inverno, e é uma época de muitas oportunidades para o nosso renascimento.

 

O Equinócio de Outono nos convida a meditarmos sobre o equilíbrio em nossas vidas e em nosso interior. Será bom refletirmos sobre o que podemos fazer para conciliarmos os opostos ou aspectos de nossas vidas que estejam precisando de equilíbrio. É tempo de equilibrar luz e sombra, assim como mente, corpo e alma. Também um tempo de preparo para um período de mais introspecção e recolhimento. Tempo de agradecer e meditar. Tempo de acolhimento.

 

Na antiga Grécia celebrava-se, no dia 20 de março, o retorno da deusa Perséfone do reino subterrâneo de Hades. Sua mãe, a deusa Ceres, feliz com seu retorno, celebrava-o enchendo a Terra com folhas e flores.

 

Tradição Pagã
O Sabbat do Equinócio do Outono (também conhecido como Sabbat de Outono, Mabon e Alban Elfed), é o Segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.
Nesse dia sagrado, muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.

 

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo)
____________________________________________________

 

“Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente”

 

(Dalai Lama)

 

Hai-Kai de Outono

Uma borboleta amarela?
Ou uma folha seca
Que se desprendeu e não quis pousar?

 

(Mário Quintana)

 

 

 

Outono é outra primavera, cada folha uma flor.

 

(Albert Camus)

 

Repara que o outono é mais estação da alma do que da natureza.

 

(Nietzsche)

 

 

 

___________________________________________________

 

Gosto do outono porque ele é frio suficiente para refrescar o calor…
E é quente o suficiente para aquecer o frio.

 

(Lidiane Araújo Mejozebato)

 

____________________________________________________

 

Nos dias de outono
as folhas largam no ar
um cheiro de sono

 

(Cristina Saba)

 

Outono –
as folhas caem
de sono

 

(Cláudio Fontalan)

 

 

 

Brisa de outono
Como flechas de sombras
Os pássaros voltam.

 

(Jorge Lescano)

 

 

 

Silêncio de outono.
Nem o grito do carteiro…
cochicho de folhas.

 

(Anibal Beça)

 

 

 

 

 

Princípio de outono
sol pálido
no céu branco

 

(Rogério Martins)

 

 

 

____________________________________________________

 

Outono
outrora
era outro

 

(Alonso Alvarez)

 

____________________________________________________

 

Outono –
uma folha úmida
cobriu o número da casa.

 

(Constantin Abaluta )

 

 

 

Círculo Sagrado de Mulheres Encontros com Madalena

 

Baile das Feiticeiras

 

 

 418321_181675828632324_600499885_n        No baile das feiticeiras, festejo a volta da roda do tear. No meio  da dança e do flutuar das saias, tenho visões de um novo amanhã. A energia feminina me invade corpo e alma. O baile já começou e as feiticeiras rodopiam formando um grande círculo infinito de amor. Vislumbro um tempo diferente quando a roda do tear começa a girar. Como Guinevere no Reino de Avalon, me chegam visões fragmentadas dos próximos atos.

         As feiticeiras enfeitaram seus cabelos longos com guirlandas de flores, cristais, guizos e esperança. As fadas foram invocadas a participar do grande ritual em que  se festeja a vida. Tem cheiro de rosa e canela no ar. No fogo que arde no caldeirão, formam-se figuras de corujas e outros animais de poder.

         Dançam as feiticeiras e a energia da Grande Deusa contamina o sangue de cada deusa mulher.

         Há um céu de estrelas em cima de nossas cabeças e os pés descalços dançam sobre pétalas de flor.

         Na roda do tear começo a tecer o sonho. Visionária, sonhadora, sábia anciã, misteriosa bruxa. As imagens me chegam como um filme de TV.

         Um torpor me invade a alma e o corpo amolece. O momento é mágico. É o baile das feiticeiras, a cumplicidade resgatada para tecer na roda das mulheres a grande trama da vida, com os fios da  magia e do sonho, do encanto, do amor e da fé…

                                               Heloísa Monteiro